Óculos piratas: aparência pode ser igual, mas proteção oferecida não é.

Os óculos de sol não oferecem riscos à saúde do consumidor. É o que apurou o teste realizado pelo Inmetro com 20 marcas, na qual apenas duas não conformidades foram apuradas, mas nenhuma delas dizia respeito à saúde dos olhos. O mesmo não se pode dizer dos modelos piratas apreendidos pela Receita Federal e a Polícia Civil analisados pelo instituto. Todos foram reprovados por não atender às exigência mínimas de proteção contra radiação ultravioleta, isso sem falar da falta de informação.
"No caso dos óculos piratas, o consumidor estaria mais protegido fechando os olhos na praia, por exemplo, do que usando o óculos. Isso porque as lentes não oferecem a proteção mínima que se espera", destaca Luiz Carlos Monteiro, gerente da Divisão de Qualidade do Inmetro.

O maior problema apurado entre os modelos piratas é a falta de proteção das lentes para os raios ultravioleta (UVA e UVB) e inadequação ao uso na direção por causa da tonalidade das lentes, o que deve ser sinalizado com uma etiqueta.

A análise dos produtos piratas foi uma articulação entre Inmetro e o Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade, fiel depositária dos produtos apreendidos tanto no ato da venda quanto da importação irregular. No laudo do teste, o Inmetro ressalta o fato de ao prejuízo econômico e social da pirataria e do contrabando somar-se o risco para a saúde e segurança que quem opta por esse tipo de mercadoria.

O gerente da Divisão de Qualidade do Inmetro destaca ainda que essa é a terceira vez que o Instituto testa óculos de sol. A primeira foi em 1997, quando todas as 13 marcas analisadas foram consideradas não conformes. Na segunda, em 2000, das 19 marcas, sete foram aprovadas.

- Ou seja, os resultados mostram um empenho do setor em evoluir em qualidade - afirma Monteiro. (Luciana Casemiro).

Agência O Globo